Embriogênese dos genitais femininos e masculinos
Até a quinta semana de vida fetal, as estruturas que originarão os órgãos genitais internos masculinos e femininos não apresentam diferenças entre si. Estas estruturas são chamadas gônadas bipotenciais, pois têm a possibilidade de se diferenciarem em gônadas femininas (ovários) ou masculinas (testículos), as quais estarão formadas até a sexta semana de gestação.

É somente a partir da sétima semana de gestação que começa a evolução destas gônadas bipotenciais para ovários (no feto feminino) e para testículos (no feto masculino). Este complexo processo denomina-se diferenciação gonadal.

O feto possui, também, duas estruturas primordiais chamadas dutos de Wolff (ou mesonéfricos) e dutos de Müller (ou paramesonéfricos). No feto feminino, ocorre desenvolvimento dos dutos de Müller e regressão dos dutos de Wolff. No feto masculino, ocorre o inverso. Assim, os dutos de Müller irão originar as estruturas genitais femininas e os dutos de Wolff , as estruturas genitais masculinas.

A feminilização da genitália externa do feto feminino se dá antes do que a masculinização da genitália externa do feto masculino. A feminilização está praticamente completa em torno de 10 semanas e meia, enquanto a masculinização, em torno de 14 semanas de gestação.

Os cromossomos XX e XY - que contêm o material genético responsável pela diferenciação sexual feminina e masculina, respectivamente - coordenam todo esse processo.

É o cromossomo Y que permite a formação dos testículos. Sem ele, os testículos não se desenvolvem e não produzem o hormônio masculino testosterona e outros, que são responsáveis pela diferenciação das estruturas genitais masculinas. Quando os testículos não se desenvolvem, o feto fica com suas estruturas genitais incompletas ou ausentes e adquire características femininas.

São os cromossomos XX os responsáveis pela formação dos ovários. Estes produzem os hormônios femininos. Mesmo quando falta um dos cromossomos X ou quando os ovários são mal formados, o feto feminino sempre apresenta características femininas.

Assim, a feminilidade parece ser tendência natural de todo feto e não necessita de influência das gônadas, como no caso da masculinidade.