Roberta Close mudou
Roberta Close, nascida em 7 de dezembro de 1964, foi registrada como Luís Roberto Gambina. Em 1989, fez na Inglaterra a cirurgia para mudança de sexo (ou, como prefere chamar a advogada Tereza Rodrigues Vieira, cirurgia de adequação de sexo). A advogada é doutora em Direito pela Universidade de Paris.

Desde a cirurgia, Roberta tentava mudar seu nome. Em 1992, conseguiu na 8.ª Vara de Família do Rio autorização para troca de documentos, em 1.ª instância, que foi negada pelo Supremo Tribunal Federal em 1997. Como não cabia mais recurso, a defesa entrou com outra ação, pedindo o reconhecimento de suas características femininas.

Segundo Dra. Tereza, Roberta passou por 9 especialistas médicos e os laudos mostram que ela tem aspecto hormonal de mulher. Além disso, a advogada usou como argumentos o direito à saúde (psicologicamente não poderia viver com aquele nome) e à intimidade. Também anexou cópias de sentenças que havia ganho sobre transexuais que conseguiram mudar o nome - foram 39 vitórias, sendo 36 de São Paulo.

Roberta Close foi reconhecida como mulher pela Justiça, após 15 anos de tentativas para mudar seus documentos de Luís Roberto Gambine Moreira para Roberta  Gambine Moreira.

A modelo conseguiu que a 9.ª Vara de Família do Rio de Janeiro a reconhecesse como pessoa do sexo feminino, tendo a decisão de 1.ª instância sido dada em 4 de março,  pela juíza Leise Rodrigues de Lima Espirito Santo.

Na semana seguinte, com mandado oficial, Roberta providenciou nova certidão de nascimento. Os advogados estão providenciando RG e CPF.

Fonte(s):


•   CARARO, ARYANE.  Jornal da tarde, 16/03/2005, SP.