Métodos contraceptivos de barreira
1) Métodos químicos:

Espermicidas são substâncias que possuem o efeito de inutilizar os espermatozóides. Devem ser introduzidas na vagina cerca de uma hora antes do ato sexual. Além dessa ação (espermicida) geram oclusão da entrada (colo) do útero, por onde os espermatozóides devem passar para efetuar a fecundação do óvulo (colo uterino).

Há também a esponja espermicida para uso vaginal que tem duração de 24 horas, permitindo mais de uma relação neste período.

Os métodos de barreira químicos não são totalmente seguros. Falham em 10 a 25% dos casos, além de não previnirem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

2) Métodos mecânicos: adotados pelo homem e pela mulher, compreendem o preservativo ("camisinha") e o diafragma vaginal.

A "camisinha" é muito utilizada, havendo a "camisinha" masculina e a feminina. São o melhor método para prevenir DSTs e têm poucos efeitos colaterais (desconforto vaginal, menor sensibilidade do pênis), apresentando falhas em 3 a 15% dos casos, na dependência do uso incorreto e da técnica incorreta de colocação.

O diafragma vaginal é um método de barreira menos comum. Sua utilização exige medida da profundidade vaginal, realizada pelo médico. A colocação é feita pela própria mulher, fixando-o dentro da vagina, de forma a recobrir o colo uterino. Recomenda-se seu uso acompanhado de espermicidas. Apresenta falha de 4 a 25%.

Dispositivo Intra-Uterino (D.I.U.)

O D.I.U. é muito usado atualmente, havendo vários tipos, com validade variável (cerca de 5 a 10 anos). Sua colocação é realizada por médico, sem necessidade de anestesia, devendo sê-lo durante o período menstrual ou logo após e, ainda, após a gestação.

Podem ocorrer efeitos indesejáveis: perdas sangüíneas fora da menstruação, menstruação prolongada e profusa, corrimento e cólica uterina. Tais efeitos podem desaparecer após alguns ciclos (período de adaptação). Quando há eliminação espontânea, coloca-se outro tipo de D.I.U.. A falha é de aproximadamente 1%. Se ocorre gestação na presença de D.I.U. deve-se retirá-lo, prevenindo abortamento, hemorragia e infecção. Este método possui algumas contra-indicações e precauções ao seu uso, devendo ser consultado médico especialista para sua indicação e sua colocação.

Método Hormonal

A anticoncepção hormonal pode ser realizada por via oral, injetável (intramuscular), vaginal, uterina e por implante subcutâneo.

1) Via oral: associações hormonais, chamadas "pílulas".

Há vários tipos de "pílulas" disponíveis. Seu uso pode ser benéfico também a outras alterações relacionadas aos órgãos sexuais femininos ou ao ciclo menstrual. Porém apresentam contra-indicações ao uso e algumas possíveis complicações, de forma que deve ser consultado médico, a fim de se verificar a possibilidade de uso, os riscos e benefícios e qual o tipo mais indicado a cada mulher.

Outra forma de anticoncepção é a de emergência ("pílula" pós-coito ou do dia seguinte), devendo ser utilizada até 72 horas após a relação sexual. Está indicada se ocorre relação sexual em período fértil, sem uso de qualquer anticoncepcional, quando a gestação não é desejada, inclusive no caso de estupro. Não deve ser considerada como método de uso rotineiro, já que dessa forma traz alguns prejuízos ao organismo feminino.

2) Via injetável (intramuscular):


•   Mensal: este método é usado com bons resultados e evita a descontinuidade, por esquecimento. O efeito colateral é a irregularidade dos ciclos menstruais.
•   Trimestral: Apresenta as mesmas vantagens e desvantagens do mensal, sendo aplicado a cada três meses.

Os anticoncepcionais hormonais são os mais eficazes de todos os contraceptivos, com falha em torno de 0,8%, se o uso for correto. Porém apresentam o inconveniente de não evitarem as DSTs.

Método Cirúrgico

Empregado tanto para o homem quanto para a mulher. Consiste na interrupção das vias condutoras de espermatozóides ou dos óvulos (esterilização).

A esterilização feminina é pela ligadura bilateral das tubas uterinas e a masculina é pela vasectomia (ligadura dos ductos deferentes).

Tais métodos são restritos, pois são considerados definitivos, apesar da chance de reversão através de novas técnicas de cirurgia.

Fonte(s):


•   Bastos, AC. Ginecologia. 10a ed. São Paulo: Atheneu, 1998.