Anticoncepção nos períodos extremos da vida reprodutiva
O uso de métodos anticoncepcionais na adolescência e no climatério tem aspectos peculiares de grande importância.



1) Adolescência:


•   Métodos comportamentais: não oferecem segurança total, não são recomendáveis, já que as relações sexuais nem sempre são programadas, ocorrendo freqüentemente no período fértil.
•   Métodos de barreira: são os mais recomendados, principalmente a "camisinha", que, além de anticoncepcional eficiente, protege contra DSTs.
•   D.I.U.: anticoncepcional com baixo índice de falhas, pode ser usado em adolescentes, mas não protege de DSTs. Com troca freqüente de parceiros é contra-indicado. Vale lembrar que, sendo as adolescentes em geral nulíparas (nunca tiveram filhos), o risco de rejeição do D.I.U. aumenta.
•   Método hormonal: muito usado, principalmente pelo baixo risco de efeitos indesejáveis nesta fase. Porém, o uso de "pílulas" só pode ser iniciado após seis meses da primeira menstruação.

O método injetável mensal tem maior aceitação. Evita a descontinuidade com "pílulas", que é o maior fator de falhas desse método (hormonal).

O método emergencial ("pílula" do dia seguinte), embora de uso não rotineiro, pode ser utilizado em casos de estupro e de falha de método de barreira.

Os anticoncepcionais hormonais (qualquer tipo) são geralmente de alta eficácia.



2) Climatério: a anticoncepção é importante pelo risco de uma gravidez neste período. Está indicada se a mulher ainda menstrua, mesmo que irregularmente, sendo suspensa somente após um ano de parada dos ciclos (menopausa).


•   Métodos comportamentais: alto índice de falhas, mas são usados por ser o climatério um período estável na vida das mulheres. Mais comuns são o método do ritmo e o de Billings.
•   Métodos de barreira: muito usado. A "camisinha"  (preservativo)  pode interferir na ereção do parceiro pouco habituado ou mais idoso.
•   D.I.U.: recurso eficiente. Restrição, se relacionamento com diversos parceiros (risco de DSTs) ou sangramento genital de causa não determinada.
•   Método hormonal: apresenta poucas restrições, pois algumas "pílulas" têm menor risco de efeitos colaterais. Exceto pelas contra-indicações e precauções, as "pílulas" podem ser usadas em pacientes sem nenhuma doença até os 45-50 anos, nunca além. São vetadas para fumantes com mais de 35 anos.
•   Método cirúrgico: ligadura das tubas uterinas em mulheres no período da menopausa (que não queiram mais ter filhos). Representam solução definitiva, dificilmente reversível (por religação das tubas uterinas).

Fonte(s):


•   Bastos, AC. Ginecologia. 10a ed. São Paulo: Atheneu, 1998.