Métodos contraceptivos comportamentais (naturais)
São técnicas para evitar gravidez, através da observação de alterações que ocorrem normalmente durante as fases fértil e não fértil do ciclo menstrual.

1) Método da temperatura basal: a ovulação eleva a temperatura do corpo. Deve-se evitar a relação sexual na primeira fase do ciclo menstrual, até três dias após a elevação da temperatura.

2) Método do ritmo (Ogino-Knaus): evitar contato sexual na época fértil. Entretanto, fatores externos alteram a época da ovulação, comprometendo a eficiência do método, que é seguro apenas para as mulheres com ciclos menstruais regulares e que ovulem sempre em torno do 14º dia. Para maior segurança o período de abstinência sexual deve ser calculado como se segue: observar os últimos doze ciclos, anotando o mais curto e o mais longo; subtrair 18 dias do ciclo mais curto para obter o dia em que deverá ser iniciada a abstinência sexual, e 11 dias do ciclo mais longo para estipular o dia de seu término. Como muitas mulheres têm ciclos irregulares, este método é inconveniente a muitos casais.

Exemplos: 25 - 18 = 7° dia (início da abstinência sexual)

30 - 11 = 19° dia (início da abstinência sexual)

3) Método do muco cervical (Billings): observam-se as características da secreção (muco) cervical, colhendo-o da vagina. Ela é mais elástica, mucosa e lubrificante no período fértil, quando a relação sexual deve ser evitada.

4) Método sintotérmico: combinação do método da temperatura basal com o do ritmo ou do muco cervical;

5) Coito interrompido: retirada do pênis de dentro da vagina, antes da ejaculação. Não permite completar o ato sexual e gera ansiedade, sendo contra-indicado pela insatisfação e alto índice de falhas, já que a secreção liberada pelo pênis, antes da ejaculação, durante o ato sexual, já contém espermatozóides e o homem, pode não conseguir retirar o pênis a tempo. Mesmo assim, é largamente utilizado.

6) Amamentação: só é eficaz em promover a anticoncepção se fôr o único método de alimentação da criança até 3 meses após o parto e, caso a ausência de menstruações se mantenha, permite ação contraceptiva por até 6 meses após o parto. A efetividade diminui com amamentação parcial ou associada ao uso de mamadeiras.

Os métodos naturais apresentam falhas em 10 a 30% dos casos e são desaconselhados para: quem não possui parceiro fixo; no início da vida sexual; casais que desconsideram totalmente a possibilidade de gravidez (já que esses métodos apresentam falhas). Além disso, esses métodos não evitam transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Fonte(s):


•   Bastos, AC. Ginecologia. 10a ed. São Paulo: Atheneu, 1998.