Substâncias (medicamentos e drogas) que interferem na ereção
O organismo humano é um sistema com um complexo equilíbrio. As diversas partes do corpo (pele, unhas, ossos, por exemplo) e os diversos órgãos (fígado, coração, pulmões), possuem ligações e relações entre si.

Quando o corpo adoece, aparecem geralmente sintomas referentes a uma parte ou órgão. Ao consultarmos o médico, este nos recomendará o uso de um medicamento para um problema como a Hipertenção Arterial, por exemplo. O medicamento utilizado para controlar os níveis da pressão arterial, por outro lado, poderá ocasionar em alguns indivíduos uma lentificação cardíaca, acarretando sintomas como mal-estar, cansaço e dispinéia (falta de ar).

Os cientistas (pesquisadores) esforçam-se ao máximo para minimizar este problema, isto é, obter o MAIOR "efeito terapêutico" (efeito benéfico, objetivo pelo qual o medicamento foi recomendado) e o MENOR "efeito colateral" (efeito indesejável, em geral decorrente da ação do medicamento em outras partes ou órgãos sem sintomas).

Antigamente, os problemas da vida sexual não eram levados aos médicos. Em parte, devido a um preconceito que associava a sexualidade à imoralidade. Portanto, as pessoas sentiam-se pouco à vontade para falar de sobre tais assuntos com profissionais de saúde. A desinformação (ignorância a respeito de tais problemas) dificultava, particularmente, a exposição pelos homens de suas dificuldades no desempenho sexual. A sociedade cobrava do homem que mantivesse o tempo todo um comportamento de força e agressividade que confirmasse a sua masculinidade. Qualquer falha neste padrão poderia ameaça-lo na sua identidade de homem (macho), deixando-o em situação desconfortável.

Felizmente, os anos 60 trouxeram a "revolução sexual", com o surgimento da pílula anti-concepcional e a modificação dos costumes vigentes. Nas últimas décadas, observamos mudanças culturais em nossa sociedade. Hoje em dia, a existência de dificuldade no desempenho sexual do homem não colocaram mais em xeque a sua masculinidade. A sociedade se modificou, passando a ter tolerância muito maior para com as "falhas" dos homens.

Além disso, avanços recentes na área da saúde sexual revelaram que a Disfunção Erétil (ou Impotência Sexual, quando o pênis não enrijece plenamente) não é nada incomum. Na verdade, 46% dos brasileiros a experimentam em algum momento de suas vidas. Ao mesmo tempo, surgiram profissionais especializados nesses problemas, terapias e medicamentos específicos para combatê-los.

Finalmente, vamos listar de forma bastante geral alguns grupos de medicamentos utilizados para outros tratamentos, mas que podem provocar Disfunção Erétil como um efeito colateral (indesejável). Portanto, pessoas que utilizam algum medicamento destes grupos e têm problemas de ereção, devem consultar o médico, para obter informações detalhadas e verificar se o remédio que estão usando é CAUSA e NÃO do problema.

Os grupos de medicamentos mais freqüentemente associados à Disfunção Erétil são: anti-hipertensivos, diuréticos, antidepressivos, antipsicóticos, anti-alérgicos, aniparkinsonianos, anti-inflamatórios, substâncias psicoativas utilizadas como drogas, entre outros.

Não se deve suspender o tratamento, sem o consentimento médico. Através do auxílio especializado, é possível encontrar alternativas para contornar os problemas ou chegar a uma solução compreendida e assumida pelo paciente e seu médico.