Infecção pelo papilomavírus humano
As Doenças Sexualmente Transmissíveis, também conhecidas por DSTs, podem se manifestar das mais diversas e variadas formas, dependendo do agente etiológico (causador da doença) e da localização, seja órgão sexual feminino ou masculino.

Entre as DSTs, encontramos a infecção pelo Papilomavírus humano (HPV), que tanto no homem, mas principalmente na mulher, pode causar "verrugas genitais".

Nos homens esta infecção costuma apresentar-se como verrugas ou placas esbranquiçadas e ressecadas. Já nas mulheres, o papilomavírus pode causar o aparecimento de condiloma (verrugas) tanto na parede da vagina, como também causar alterações mais internas, no colo do útero, difíceis de serem vistas a olho nu.

Contudo, a maior importância desta infecção está na sua relação com o câncer de colo do útero, pois mulheres infectadas com alguns sub-tipos do papilomavírus humano têm mais chances de ter este tipo de câncer.

Hoje em dia, já estão bem estabelecidos alguns fatores de risco para o HPV, ou seja, fatores que, quando presentes, podem aumentar as chances de se contrair esta infecção. São eles: início precoce da atividade sexual, número elevado de parceiros e maior número de relações sexuais. Porém, como em qualquer outra DST, a infecção pelo Papilomavírus pode ser evitada com o uso de presenvativo (camisinha).

O diagnóstico desta infecção é relativamente simples, podendo ser feito com acompanhamento médico-ginecológico de rotina, através do exame do órgão genital bem como do exame de "Papanicolau" nas mulheres . No entanto, não dispensa também, o exame do órgão genital do parceiro.

O tratamento pode ser:

1- Uso de medicações tópicas, soluções e cremes de aplicação no local da lesão, quando esta for de pequena extensão.

2- Tratamento cirúrgico, com utilização de laser para retirada da lesão, nos casos mais graves de infecção (verrugas maiores).

Por último, é importante salientar que tal infecção é transmitida na grande maioria dos casos pelo contato sexual; pode ser evitada com o uso de preservativos e que, o tratamento é relativamente simples, quando a infecção é detectada precocemente através do exame ginecológico de rotina.

Fonte(s):


•    André Augusto Anderson Seixas - Residente do 3º ano de Psiquiatria no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.