Avanços no tratamento das dificuldades sexuais masculinas
A medicina oferece cada vez mais recursos para o tratamento das dificuldades sexuais masculinas.

As principais disfunções sexuais masculinas são: a dificuldade de ereção, também conhecida como disfunção erétil, a ejaculação precoce e a falta de desejo sexual. Segundo dados do Estudo do Comportamento Sexual do Brasileiro, realizado no ano de 2000, em sete estados brasileiros, 46,2% dos homens apresentam disfunção erétil, 15,8% ejaculação precoce e 12,3% falta de desejo sexual (1).

Nos anos 70, os únicos tratamentos oferecidos para os homens com dificuldades de ereção eram as bombas à vácuo (que aumentam o influxo de sangue no pênis e facilitam a ereção) e as cirurgias em veias do pênis (para aumentar a pressão sangüínea no órgão sexual masculino). A partir da década de 80 surgem as injeções no pênis que propiciam a sua ereção (2). No final dos anos 80 e início dos anos 90, começam a ser utilizadas as primeiras drogas por via oral, como a yoimbina (2). No final dos anos 90 o sildenafil (Viagra®) foi introduzido para o tratamento da disfunção erétil e apresentou resultados muito favoráveis e animadores para os homens com disfunção erétil, de várias causas. Atualmente, existem outras drogas utilizáveis por via oral que também estão sendo aprovadas para o tratamento da disfunção erétil.

Recentemente, drogas por via uretral, ou seja, administradas em forma de supositórios introduzidos no pênis, têm sido utilizadas em casos específicos. Apresentações em creme ou gel, para serem aplicados externamente no pênis, também estão disponíveis. Toda medicação, entretanto, só pode ser utilizada com a prescrição de um médico, uma vez que cada indivíduo deve receber o tratamento de acordo com o tipo, a causa e a gravidade da sua dificuldade sexual.

Para a ejaculação precoce, além da psicoterapia e de exercícios sexuais, propostos por médicos ou por especialistas em saúde mental, existem medicações por via oral específicas que ajudam o homem a controlar o tempo até a ejaculação.

A falta de desejo sexual, apesar de pouco freqüente entre os homens, também pode ser tratada. Indivíduos do sexo masculino, a partir dos 50 anos de idade (ou menos), podem apresentar redução da taxa de hormônios sexuais masculinos, síndrome conhecida por Deficiência Parcial de Androgênio da Terceira Idade. Nesses casos, o indivíduo apresenta redução do hormônio, constatada em exames laboratoriais, e sintomas, tais como perda de massa muscular, aumento de massa gordurosa, perda de pêlos do corpo, depressão, dificuldades de ereção ou perda do desejo sexual. Após criteriosa avaliação pelo médico especialista é indicada reposição hormonal.

Atualmente existem formas de repor estes hormônios através de injeções ou até mesmo em forma de gel, que deve ser aplicado em regiões específicas do corpo.

O surgimento de formas cada vez mais seguras, confortáveis e eficazes de tratamento torna as dificuldades sexuais mais fáceis de serem resolvidas. O importante é se informar e buscar ajuda especializada.

Fonte(s):


•   1)Abdo CHN, Oliveira Jr. WM, Moreira ED, Fittipaldi JAS. Perfil Sexual da População Brasileira : Resultados do Estudo do Comportamento Sexual (ECOS) do Brasileiro. Rev Bras Med 2002; 59(4):250-257.
•   2)Abdallah HM. Comparison of Alprostadil (Caverject) and a Combination of Vasoactive Drugs as Local Injections for the Treatment of Erectile Dysfunction. International Urology and Nephrology 1998; 30(5):617-620.