Sexualidade e uso de medicamentos
A depressão caracteriza-se por perda do interesse e prazer para as coisas da vida, alterações do sono e do apetite, sensação de falta de energia, baixa auto-estima, desesperança, pensamentos de morte, sentimentos inadequados de culpa e inutilidade e alterações da capacidade de concentração. Esses sintomas levam a dificuldades de relacionamento interpessoal, sofrimento pessoal e dificuldades no trabalho ou estudo.

É comum, durante a depressão, haver perda do interesse sexual. Dificuldades de ereção peniana no homem e diminuição do desejo e da excitação sexuais nas mulheres são comuns durante episódios depressivos.

Atualmente existe uma série de medicamentos que combatem a depressão, reduzindo o tempo da doença e a possibilidade de um novo episódio no futuro.

Entretanto, quase todos os medicamentos utilizados para o tratamento da depressão - os antidepressivos - têm como efeito colateral a disfunção sexual. Diminuição do desejo sexual, dificuldades de ereção, retardo da ejaculação masculina e dificuldades para a mulher atingir o orgasmo são os efeitos indesejáveis mais comuns.

Assim, ficamos numa situação delicada. O que priorizar? O combate à depressão (que nos quadros mais graves pode levar à morte, pelo suicídio ou pela inanição) ou à qualidade de vida sexual?

Nestes casos, é muito importante que o paciente procure perguntar ao seu médico qual o tempo previsto de uso do medicamento, que ações ele deve esperar, se existe possibilidade de ajustar a dose para a mínima eficaz e se existem outros medicamentos eficazes para o seu caso, e que levem a menos efeitos colaterais.

Atualmente, uma série de medicamentos antidepressivos está sendo desenvolvida, o que promete mais eficácia e menores efeitos colaterais. Mas nem todos esses antidepressivos são indicados para todos os casos. Muitos podem não ser tão eficientes quanto os tradicionais, e cada caso precisa ser analisado individualmente pelo médico.

Quem esteja passando por este problema precisa vencer o constrangimento e conversar com o seu médico sobre sua vida sexual. O médico poderá lhe dizer qual a melhor alternativa para ESTE MOMENTO DO TRATAMENTO e apresentar estratégias para minimizar essa situação.

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