Compreensão e tratamento da disfunção erétil
A vida moderna, corrida e atribulada, muitas vezes prejudica a saúde (física e mental) do homem, o que pode resultar em stress. O stress pode ser causado tanto pela falta (de sono, de atividade física, de descanso e lazer, de convivência social, etc), quanto pelo excesso (de trabalho, de problemas familiares, etc).

Todos esses problemas e pressões da vida moderna, quando somados ao acúmulo de conflitos pessoais e/ou conjugais, podem levar o homem (assim como a mulher) a apresentar baixo interesse e conseqüente desempenho sexual insatisfatório.

A dificuldade de desempenho mais comum entre os homens é a disfunção erétil (DE), popularmente denominada de impotência. Quando ela (DE) aparece, o casal necessita de esclarecimento sobre certos mitos, ou seja, pontos de vista errôneos que podem levar a conflitos e à manutenção dessa dificuldade. São mitos: "orgasmo simultâneo é o ideal", "se meu parceiro perde a ereção não me deseja mais", "aparecendo o problema, não existe solução", etc.

O casal bem orientado por um médico ou psicólogo especializado tem oportunidade de: a) aceitar os diferentes ritmos de cada um dos parceiros; b) compreender que a dificuldade de ereção pode ocorrer mesmo quando o homem deseja sua parceira; c) eliminar ou procurar tratamento para os "fatores de risco" que comprovadamente podem estar mantendo essa problemática (1).

A DE, definida como a "incapacidade persistente e recorrente de obter ou manter ereção adequada até a conclusão da atividade sexual" (2), uma vez diagnosticada pelo especialista, pode ser tratada com excelentes resultados, atualmente. A modalidade terapêutica depende da causa ou origem dessa disfunção sexual (3,4).

Fonte(s):


•   (1) Gromatzky C. Disfunção Erétil de Etiologia Orgânica  -  Fisiologia, Fatores Predisponentes e Aspectos Diagnósticos. In: Abdo CHN (org). Sexualidade Humana e seus Transtornos. 2ª ed. São Paulo: Lemos; 2000. p. 93-104.
•   (2) APA  -  Associação Psiquiátrica Americana. DSM-IV  -  Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 4ª ed. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 1995.
•   (3) Sophia EC, Oliveira Jr WM, Abdo, CHN. Prevalência, Perfil do Portador e Tratamento do Transtorno Erétil: A Experiência do Projeto Sexualidade  -  ProSex. Rev Temas, 30(59), 2000 (no prelo).
•   (4) Gromatzky C. Disfunção Erétil de Etiologia Orgânica  -  Aspectos Terapêuticos. In: Abdo CHN (org). Sexualidade Humana e seus Transtornos. 2ª ed. São Paulo: Lemos; 2000. p. 105-116.